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Papo com VET

Tratamento de doenças endócrinas por meio de terapias naturais

Atualmente, a Endocrinologia Veterinária é rotina na clínica de cães e gatos. Sabemos que o cardiologista cuida do coração, o oftalmologista cuida dos olhos, mas, o que faz um endocrinologista?

Um endocrinologista cuida dos transtornos das glândulas endócrinas. Essas glândulas estão localizadas em diversas partes do corpo, sendo as principais a hipófise, hipotálamo, tireóides, pâncreas, adrenais, ovários e testículos.

As glândulas endócrinas secretam substâncias no sangue, substâncias essas conhecidas como hormônios, os quais regulam o funcionamento de órgãos do corpo. Sendo assim, qualquer alteração no funcionamento dessas glândulas acarretará na produção de hormônios em quantidades escassas ou em excesso.

Um cão ou gato portador de uma endocrinopatia, terá diversos órgãos e sistemas do organismo afetados. Terão que ser tratados em toda sua amplitude.

No pâncreas, é produzido o hormônio insulina. Este hormônio é liberado de acordo com a necessidade do organismo. Ele auxilia no transporte da glicose no sangue, oriunda da alimentação, para as células do corpo, produzindo energia e mantendo o funcionamento vital do organismo.

Quando há diminuição ou ausência da produção de insulina, temos a doença chamada Diabetes Mellitus.

Já os hormônios produzidos pelas glândulas tireóides, têm capacidade de regulação do metabolismo. Quando por algum motivo, as tireóides deixem de produzir ou produzem em excesso a quantidade necessária de hormônios, o animal apresentará uma série de manifestações correlacionados à doenças endócrinas .

Um outro hormônio de grande relevância é o cortisol. O cortisol é liberado pelas adrenais e desempenha uma função muito importante no corpo – é produzido para ser liberado de forma intermitente e em pequenas quantidades, quando o organismo do seu animal percebe um estresse. Este estresse pode ser tanto pelo fato do animal passar o dia preso em uma baia quanto a um estimulo doloroso de um tumor não tratado.

O excesso de cortisol faz mal. E a carência dele também. Essas situações se tornam tóxicas ao animal.

Se seu cão passar por sintomas de estresse crônico, suas glândulas adrenais irão liberar muito cortisol em resposta a esse estresse. Uma série de alterações laboratoriais e clínicas serão decorrentes da produção excessiva de cortisol. Esse fato também pode ocorrer pela utilização crônica de medicamentos com glicocorticóides.

Em um dado momento pode ocorrer a fase de “exaustão adrenal”, onde as glândulas adrenais não conseguem mais produzir a quantidade de hormônios que o organismo precisa, pelo fato de estar sobrecarregada.

Quantidades muito pequenas de cortisol no organismo do animal, pode resultar numa catástrofe fisiológica.

É importante compreender que o organismo do seu animal não diferencia estresse bom de estresse ruim – para ele, é tudo estresse.

Diante do exposto vimos que uma “chuva de hormônios” preparam o organismo do seu animal para se defender de um estresse, porém, este processo pode causar  mal a sua saúde.

Essas reações sinalizam a necessidade de agregar uma nova realidade ao tratamento das doenças endócrinas – unir a terapia medicamentosa convencional com a nutrição clínica e com terapias naturais, como o Reiki, tendo em vista que as doenças hormonais muitas vezes tem sua causa primária associada à desequilíbrios alimentares, ambientais, físicos, emocionais ou mentais.

Neste aspecto, a nutrição clínica visa o uso da alimentação como forma de tratamento nas doenças dos animais. Prescrição e formulação de dietas seja elas rações terapêuticas ou dietas orgânicas, cálculo da necessidade de cada macro, micro mineral e nutriente, da quantidade de cada um e da quantidade total da alimentação para que a doença do seu animal não piore.

Já as terapias naturais, como o Reiki, corresponde a um método de harmonização, onde a energia vital do universo é canalizada através das mãos do veterinário terapeuta e irradiada para o paciente, reconstituindo o equilíbrio da energia deste. Não é uma prática religiosa e não há contraindicações, e não substitui de maneira alguma, os tratamentos convencionais e o diagnóstico veterinário.

O Reiki é indicado para pets com problemas emocionais, como agressividade, depressão, angústia, traumas, ansiedade, bem como convalescência, internação e tantas outras.

Os veterinários com essa capacitação terapêutica, têm suas mãos bem treinadas para detectar desequilíbrios energéticos. Será explorado os chacras do seu cão ou gato de forma similar a um scanner, se concentrando nos chacras que regem as áreas bloqueadas ou que padecem de alguma disfunção.

O momento da realização do Reiki no animal, consiste em um momento de aconchego e auxilio no relacionamento entre o tutor e o seu pet. É muito importante que o tutor acompanhe e aproveite ao máximo a sessão junto ao seu animalzinho.

Terapias naturais não possuem contraindicação e não causam efeitos colaterais, podendo ser utilizadas em animais de qualquer idade e espécie, de acordo com o quadro apresentado.

Concluindo, esta tríade – medicação convencional + nutrição clínica + Reiki – nos traz maior eficácia no tratamento de endocrinopatias, corroborando em resultados positivos quanto ao bem estar animal, bem como ao tutor que passa pela ansiedade de ver seu pet acometido por doenças endócrinas muitas vezes permanentes ou duradouras.

*Cleuma S.Ferreira é médica-veterinária, pós-graduanda em Endocrinologia e Metabologia Veterinária na Instituição Qualittàs. Possui certificação em Nutrição Clínica pelo Instituto Equalis de Qualificação Superior e em Reiki Animal pelo Instituto Reiki Veterinário.

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