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Papo com VET

O uso da Termografia Infravermelha na Medicina Veterinária

*Dra. Leniane Silva Nogueira

Com o avanço da tecnologia nos meios diagnósticos e em busca de técnicas seguras, modernas, destacamos a Termografia Infravermelha, que pode ser aplicada nas diversas áreas da Medicina Veterinária e com grande eficácia e precisão.

A Termografia surgiu através dos estudos do “Pai da Medicina”, o médico grego Hipócrates, observando as variações de temperatura em diferentes partes do corpo humano. Ele esfregava lama no corpo do paciente, e observava as reações, concluindo que o local onde a lama secava primeiro era mais quente, portanto, nessa região estava a doença.

Desta forma, Hipócrates detectou que o aumento do calor inato do corpo humano era o principal sinal de diagnóstico de doença, afirmando que a doença estava presente quando uma parte do corpo é mais quente ou mais fria do que o restante.

O uso da tecnologia de radiação infravermelha foi relatado no período da Segunda Guerra Mundial, com o uso restrito para fins militares. Na medicina humana, o uso da termografia teve início na área da oncologia, com observações em câncer de mama. Na medicina veterinária, a análise em equinos foi a pioneira, mas ao longo dos anos, o uso da termografia vem abrangendo o uso em pequenos animais, animais de produção e em outras espécies.

A Termografia Infravermelha, também conhecida como Imagem Infravermelha (IR) ou Termometria Cutânea Infravermelha, é um método não invasivo, rápido, preciso, indolor e não expõe o paciente a radiação ionizante. Ela vem sendo utilizada para complementar o diagnóstico de diversas enfermidades, como inflamações, tumores, fibroses, neuropatias, dentre outras, não sendo indicada para diagnóstico definitivo, mas sim como um método complementar.

É uma técnica de registro gráfico, onde são detectados padrões térmicos. Os termovisores captam as radiações infravermelhas emitidas pelo corpo do animal e transformam em um mapa térmico, que refletem a dinâmica microcirculatória da superfície cutânea, permitindo a análise das diferentes temperaturas.

Como o calor é um dos sinais da inflamação, é possível detectar precocemente patologias em estágios iniciais, mesmo antes dos sinais clínicos surgir no paciente ou em outros exames complementares, podendo assim, ser utilizado de forma preventiva.

Para alcançar um diagnóstico preciso e seguro, o exame termográfico precisa ser realizado por um profissional capacitado para correta mensuração e leitura do termograma, havendo a necessidade de seguir exigências mínimas para realização do exame, como preparo do ambiente e do paciente.

*Dra. Leniane Silva Nogueira é Médica Veterinária Integrativa e Funcional (www.veterinariaintegrativa.com.br)

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