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Saúde

28 de setembro: Dia Mundial de Combate à Raiva

  • De
  • 27 de setembro de 2017

Você sabia que no dia 28 de setembro é o Dia Mundial de Combate à Raiva no mundo? Pois é! Há nove anos a ONG Global Alliance for Rabies Control (GARC) promove esta data, como forma de conscientização da população sobre a importância da prevenção desta doença.

O dia foi escolhido em homenagem ao aniversário da morte do pesquisador Louis Pasteur, que desenvolveu a primeira vacina contra a Raiva. Neste dia, a ONG realiza e divulga uma série de eventos, inclusive no Brasil (veja aqui). As campanhas de vacinação gratuitas realizadas pelas prefeituras também já estão acontecendo em diversas cidades. Se você é de São Paulo, veja a programação completa, aqui.

Com o objetivo de esclarecer mais sobre a doença e, ainda, falar sobre a importância da vacinação, conversamos com a médica veterinária Karin Botteon, coordenadora técnica da Boehringer Ingelheim Saúde Animal, uma das líderes mundiais em saúde animal. Confira!

Qual a importância desta doença para o mundo?

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mundialmente são registrados 55 mil casos em humanos todos os anos, a maioria na Ásia e África. Dados da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) no Mapa da Raiva no Brasil  confirmam a ocorrência de raiva, neste ano, nas regiões Nordeste e no Centro-Oeste. A raiva poderia ter sido erradicada no Brasil, mas animais e pessoas infectadas ainda representam uma dura realidade. Felizmente, devido à vacinação de cães e gatos, o número de casos diminuiu muito. Mas precisamos levá-lo a zero.

Entre todas as zoonoses transmitidas pelos cães e gatos para os humanos, a raiva é certamente uma das mais temidas. Isso porque depois de transmitida ela pode ser incurável, considerando que não existe medicamento com eficácia comprovada para tratamento dessa doença. “É por isso que a vacinação dos pets é indispensável para a prevenção da doença.

 Quais são as causas da raiva?

Animais selvagens, como morcegos e gambás, quando contaminados, transmitem a doença para cães e gatos por meio de mordidas ou contato sanguíneo. 

Quais são os sintomas nos animais?

A doença atinge o sistema nervoso central dos animais. A primeira mudança ocorre no comportamento. O pet fica agitado, agressivo, anda sem rumo aparente e deixa de atender aos chamados do tutor. Também passa a salivar em excesso, deixa de comer e beber e pode sofrer de paralisia nos membros.

Como a raiva é transmitida aos seres humanos?

Pela saliva. O animal agitado e agressivo pode morder e contaminar os seus próprios tutores. Em caso de qualquer suspeita, o animal deve ser isolado e mantido em observação, até que se tenha um diagnóstico.

 O que fazer em caso de mordida de cão com suspeita de raiva?

O tutor deve lavar o local afetado com água e sabão. É uma forma de tentar impedir que os vírus contidos na saliva do animal infectado se espalhem. Em seguida deve procurar atendimento médico o mais rápido possível. Já o pet deve ser levado a um médico veterinário de confiança.

 Quais são os sintomas nos humanos?

Febre, tontura, dor de cabeça, mal estar, formigamento, pontadas ou sensação de queimação no local da mordida. Depois de avançada, a raiva acometerá o sistema nervoso central, provocando dificuldade paradeglutir, desidratação, paralisia e convulsão, evoluindo para coma e morte.

A partir de quando é possível vacinar o pet?

A partir do terceiro mês de vida. Depois, a vacinação deve ser realizada anualmente. Esta é a maneira mais eficaz para proteger o pet e, consequentemente, reduzir ainda mais o número de casos de infecções no país. A Boehringer Ingelheim Saúde Animal orienta o uso da vacina Rabisin-i®, indicada pela máxima potência contra a raiva e por não oferecer risco de reversão (causar doença), bastando uma única dose para proteção durante um ano inteiro. Procure sempre seu médico veterinário para a vacinação de seu animal.

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